2007
Eu criei uma startup para não passar vergonha no restaurante.
Nos três primeiros meses de faculdade, trabalhei de graça na Universidade Federal Rural da Amazônia até me contratarem. Lá conheci o meu primeiro sócio.
Eu namorava a mulher que hoje é minha esposa, e o dinheiro era curto. Na frente de cada restaurante, eu fazia as contas de cabeça, com medo de abrir o cardápio e não conseguir pagar.
Como estudante de computação sem dinheiro, resolvi do jeito que eu sabia: criei uma startup. A Bellivery, o Belém Delivery Online, mostrava o cardápio e os preços antes de você sair de casa, com pedido, entrega e mapa. Parecida com o iFood de hoje, em 2007, em Belém.
Ali pisei nas minhas primeiras minas: não sabíamos quantas tabelas o banco de dados precisava, nem se PHP era a linguagem certa. Juntamos dinheiro para comprar um livro de PHP 5. Em 2009, sem recursos, a Bellivery parou. Mas foi ali que eu programei de verdade pela primeira vez.
A gente colocou em prática aquilo que ainda não sabia. É o que muita gente faz hoje com a IA.